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Estudo 2026o custo do estresse financeiro nas empresas · uma iniciativa Segue
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Metodologia, premissas e fontes — Estudo 2026

Este documento tem marcações amarelas em aberto, que correspondem a perguntas distintas. Nenhuma delas pode ir ao ar em branco. Uma página chamada "Metodologia e fontes" que não cita a fonte de uma constante é a primeira coisa que um analista de compliance aponta.

Rascunho para revisão. Não publicar como está.

Este documento foi montado lendo o código que está no ar — a função compute() em original/Code.gs (linha 39) e o cálculo equivalente na landing page. Todas as fórmulas e todos os números abaixo foram conferidos e reproduzidos.

O que o autor do rascunho não pode fazer: inventar fonte. Sempre que uma constante do modelo não pôde ser rastreada até uma fonte real citada no material, ela está marcada em amarelo. Não é acusação — é lacuna. É melhor a lacuna aparecer agora do que num e-mail de um analista de compliance depois da publicação.

Versão do rascunho: 2026-09-18
Autor do rascunho: AIOS PM (John)

Índice

1. O que este documento responde

A calculadora entrega um número em reais e um score de 0 a 100. Este documento abre a caixa-preta: de onde vem cada parcela do custo, qual constante entra em cada conta e de onde veio cada constante.

Quem responde à pesquisa é RH, CFO e compliance. Esse público vai perguntar. Melhor responder antes.

2. O que você informa e o que o modelo faz com isso

Você informaComo é usado
Colaboradores (head)Multiplica o presenteísmo, o turnover e o custo administrativo; e forma a folha total
Salário médio mensal (sal)Base do custo-hora e da folha total
Turnover anual (turn)Fração do quadro que é desligada e reposta no ano
Atestados por saúde mental por mês (atest)Multiplicado por 12 vira o total anual de atestados
SetorNão entra em nenhuma conta. Hoje serve só para rotular o relatório. Ver 8.5

Mais nada entra no cálculo. As 12 perguntas da pesquisa não afetam o custo nem o score — elas alimentam o texto das três prioridades do relatório e a base agregada do estudo.

3. O custo-hora: a base de tudo

Três das quatro parcelas do custo dependem do custo-hora.

custo-hora = salário médio mensal × 1,7 ÷ 176

Em palavras: pega-se o salário médio, acrescentam-se 70% de encargos e o resultado é dividido pela jornada mensal de 176 horas.

ConstanteValorDe onde veio
Fator de encargos1,7 (= salário + 70%)RAFAEL: DE ONDE VEIO ESTE NÚMERO? A landing page e o PDF afirmam "salário + 70% de encargos", mas nenhuma fonte é citada para os 70%. É um número comum no mercado brasileiro como regra de bolso, e varia bastante conforme regime tributário, setor, CCT e composição de benefícios. Precisa de uma referência, ou de ser assumido explicitamente como premissa da Segue.
Jornada mensal176 hConvenção: 44 h semanais × 4 semanas, a jornada máxima da CLT. É um padrão de mercado defensável, mas não está citado em lugar nenhum do material. RAFAEL: confirmar que é isso e citar como "jornada padrão CLT de 44 h/semana"

Exemplo: salário médio de R$ 3.000 → R$ 3.000 × 1,7 ÷ 176 = R$ 28,98 por hora.

4. As quatro parcelas do custo

O custo total é a soma de quatro parcelas. Antes das fórmulas, o mais importante: quanto cada uma pesa.

4.0 Quanto cada parcela pesa

Empresa-padrão: 500 colaboradores, R$ 3.000 de salário médio, turnover de 30%.

ParcelaR$/ano% do total
Presenteísmo406.83876,1%
Turnover atribuível90.00016,8%
Absenteísmo por saúde mental30.4615,7%
Custo administrativo7.2001,3%
Total534.502100%

Leia esta tabela com atenção. Três quartos do número que aparece em destaque na tela vêm de uma única parcela — o presenteísmo — que é justamente a menos observável das quatro: ninguém mede diretamente quantas horas alguém passou preocupado com dinheiro. Ela é construída inteiramente a partir de percentuais de pesquisas de opinião. Isso não a invalida, mas exige que o documento diga com todas as letras: o número grande é, em sua maior parte, uma estimativa de premissa.

4.1 Presenteísmo — 76% do total

Colaborador presente, mas com a cabeça no problema financeiro.

presenteísmo = colaboradores × 45% × 2 h/semana × 48 semanas × custo-hora × 65%

Em palavras: supõe-se que 45% do quadro tem a produtividade afetada por questões financeiras; cada um desses perde 2 horas por semana, durante 48 semanas no ano; essas horas são valoradas pelo custo-hora e, por prudência, conta-se apenas 65% do valor, porque uma hora distraída não é uma hora totalmente perdida.

ConstanteValorDe onde veio
Colaboradores afetados45%Onze/Icatu, Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros 2026 (8.391 entrevistados). Fonte citada. ⚠️ Ressalva: é uma pesquisa com brasileiros em geral, não com os colaboradores da empresa que está respondendo. Ver 8.4.
Horas perdidas por semana2 hInterpolação, não medição. O material cita Onze/Icatu 2026 ("79% perdem mais de 1 hora por semana") e "PwC 2026" ("metade dos estressados gasta 3 horas ou mais"). 2 h é um valor escolhido entre esses dois — razoável, mas é premissa. Além disso, a fonte "PwC 2026" aparece apenas dentro do PDF gerado (Code.gs linha 78) e não está na lista de fontes da landing page. RAFAEL: qual é a referência completa do estudo da PwC? Título, ano e link
Semanas trabalhadas no ano48Convenção (52 semanas menos férias e feriados). Sem fonte citada. Defensável, mas precisa ser declarado como premissa. RAFAEL: confirmar o critério
Fator de produtividade65%O próprio material declara a origem: "premissa conservadora — Segue, metodologia do estudo" (Code.gs linha 78). Não tem fonte externa e não pretende ter. Precisa aparecer no documento público exatamente assim: premissa da Segue. RAFAEL: existe alguma referência de literatura sobre presenteísmo que sustente a ordem de grandeza? Se não, mantemos como premissa declarada

4.2 Turnover atribuível — 17% do total

Parte do custo de reposição de pessoas que é atribuída ao estresse financeiro.

turnover atribuível = colaboradores × turnover anual × 1 salário mensal × 20%

Em palavras: do total de desligamentos do ano, considera-se que repor cada pessoa custa um salário mensal, e que 20% desses desligamentos têm o estresse financeiro como causa.

ConstanteValorDe onde veio
Custo de repor uma pessoa1 salário mensalRAFAEL: DE ONDE VEIO ESTE NÚMERO? Nenhuma fonte, em lugar nenhum do material. É o número mais frágil do modelo e ao mesmo tempo o mais fácil de contestar: um profissional de RH sabe que reposição custa rescisão + vaga aberta + recrutamento + treinamento + curva de aprendizagem. Um salário mensal é uma estimativa muito conservadora. Isso não é necessariamente ruim (conservadorismo protege a credibilidade do estudo), mas precisa estar escrito e justificado — hoje não está em lugar nenhum.
Parcela atribuível ao estresse financeiro20%Declarado como "premissa conservadora", ancorado em "70% mudariam de emprego por um benefício financeiro (Onze/Icatu)" (Code.gs linha 78). A âncora é uma intenção declarada ("mudaria"), não um desligamento observado. A premissa de 20% é bem mais conservadora que os 70% da âncora, o que é correto — mas continua sendo escolha, não medição.

4.3 Absenteísmo por saúde mental — 6% do total

Horas efetivamente não trabalhadas por atestados, na parcela atribuída ao estresse financeiro.

absenteísmo = (atestados/mês × 12) × 116,8 h × custo-hora × 30%

Em palavras: cada atestado por saúde mental representa, em média, 116,8 horas de trabalho perdidas; 30% dessas horas são atribuídas ao estresse financeiro.

ConstanteValorDe onde veio
Horas por atestado116,8 hValor Econômico / VR, 15/09/2026. Cálculo declarado: 957.576 h ÷ 8.198 atestados. Fonte citada. ⚠️ Mas há uma inconsistência no próprio material: a landing page afirma "957 mil horas perdidas por saúde mental em 7 meses", enquanto o título da matéria citado no rodapé diz "em seis meses". Seis ou sete meses? RAFAEL: qual é o correto? E qual é o link da matéria? O divisor de 8.198 atestados também não aparece em nenhum texto público — só dentro do código
Parcela atribuível30%Declarado como "premissa conservadora", ancorado em: 65% ligam finanças à ansiedade (Onze/Icatu) e ansiedade responde por 67% dos atestados (Valor/VR) — o que daria ~43%. Escolher 30% é ser conservador em relação à própria âncora, e isso é defensável. É premissa, e precisa ser declarada como tal.

4.4 Custo administrativo — 1,3% do total

Tempo do RH gasto administrando vales, adiantamentos, consignados e penhoras.

custo administrativo = 10 × 12 × 60 × colaboradores ÷ 500

Resultado: R$ 14,40 por colaborador por ano (R$ 1,20 por mês).

RAFAEL: DE ONDE VEIO ESTE NÚMERO? — esta parcela não fecha com a própria descrição

O relatório em PDF descreve esta parcela como "horas do RH × custo-hora" (Code.gs linha 62). Mas a fórmula não contém o custo-hora. Tentando reconstruir a intenção por trás dos números (10 minutos, 12 meses, 60, e um divisor 500), não há leitura que feche:

  • Se "60" fosse R$ 60/hora, faltaria dividir os 10 minutos por 60 para virar hora — e o resultado seria 60 vezes menor.
  • Se o cálculo fosse "10 min por colaborador por mês", a taxa horária implícita seria de R$ 7,20 por hora, abaixo de qualquer custo-hora de RH real.
  • O divisor 500 é exatamente o headcount padrão da calculadora, o que sugere que a conta foi calibrada para "uma empresa de 500 pessoas gasta R$ 7.200/ano" e depois escalada linearmente.

Duas consequências práticas:

  1. Esta parcela ignora o salário da empresa. Uma empresa com salário médio de R$ 10.000 tem exatamente o mesmo custo administrativo por colaborador que uma com R$ 1.600 — o que contradiz frontalmente a descrição "horas do RH × custo-hora".
  2. Como a parcela pesa só 1,3% do total, o erro quase não muda o número final — mas muda a credibilidade, porque é a linha que um leitor atento consegue conferir de cabeça.

Decisão necessária: ou a fórmula é corrigida para realmente ser "horas do RH × custo-hora" (com a premissa de minutos declarada), ou a descrição no relatório é reescrita para corresponder ao que a conta faz. Hoje as duas coisas não batem.

5. O score de 0 a 100

Como é calculado

Passo 1 — soma-se o custo das quatro parcelas e compara-se com a folha anual com encargos:

folha anual = colaboradores × salário × 1,7 × 12
% da folha  = custo total ÷ folha anual × 100

Passo 2 — esse percentual é comparado com a referência de 1,75%:

score = 50 × (% da folha ÷ 1,75)

limitado entre 0 e 100.

As faixas

ScoreFaixa exibida
0 a 39Abaixo dos pares
40 a 59Na média dos pares
60 a 79Acima dos pares
80 a 100Crítico

O que "50 = média dos pares" significa de verdade

A página diz "50 = média dos pares". Não é uma média de empresas. É isto:

O valor 1,75% é o percentual da folha que a própria calculadora produz quando recebe os valores padrão dos controles: 500 colaboradores, salário médio de R$ 3.000, turnover de 30% e atestados na referência de 6% ao ano.

Conferido: com esses valores o modelo devolve 1,7467% e score 50.

Ou seja, 50 é a nota da empresa-padrão do próprio simulador, não a mediana de uma amostra. O mesmo vale para a "referência de pares: R$ 1.069 por colaborador/ano" que aparece no PDF — é exatamente 534.502 ÷ 500, o resultado da empresa-padrão.

Isso não é desonesto: o material já diz que a referência é "construída a partir dos parâmetros da metodologia" e que será substituída pela amostra real na publicação de novembro. Mas a expressão "média dos pares", sozinha na tela do score, sugere ao leitor uma coisa que ainda não existe. RAFAEL: como você quer nomear isso até o estudo ter amostra? Sugestão: "50 = empresa de referência do modelo" e trocar para "média dos pares" só quando a amostra existir

6. As referências de comparação

O relatório compara a empresa com três referências:

IndicadorReferênciaDe onde veio
Custo sobre a folha1,75%Saída da própria calculadora com os valores padrão (ver seção 5)
Atestados por saúde mental por 100 colaboradores/ano6,0RAFAEL: DE ONDE VEIO ESTE NÚMERO? A calculadora oferece "usar a referência de mercado (6% do headcount por ano)" como opção marcada por padrão, mas não cita nenhuma fonte para esses 6%.
Turnover anual30%RAFAEL: DE ONDE VEIO ESTE NÚMERO? É o valor padrão do controle deslizante e a referência da tabela comparativa. Sem fonte citada. O turnover brasileiro é alto e varia muito por setor — publicar "30%" como referência sem fonte é um convite a contestação, ainda mais numa página que promete "benchmarks e fontes".

7. Fontes citadas

Lista reproduzida do rodapé da landing page e do PDF do Raio-X.

#Fonte, como está citada hojeOnde é usadaO que falta
1Valor Econômico, "Questões de saúde mental custam quase 1 milhão de horas de trabalho em seis meses" (levantamento VR), 15/09/2026116,8 h por atestado; 67% dos atestados por ansiedade; afastamentos de 60+ dias = 8% dos atestados e 48% dos dias perdidosLink. E resolver o conflito 6 meses × 7 meses (ver 4.3). O divisor de 8.198 atestados não aparece em texto público.
2Ministério da Previdência Social, benefícios por saúde mental, 2022–2024O dado "2,3× afastamentos em 2 anos" na narrativaLink / nome da base. Não entra em nenhuma fórmula — é contexto.
3Onze / Icatu Seguros, Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros 2026 (8.391 entrevistados)45% afetados; 79% perdem mais de 1 h/semana; 65% ligam finanças à ansiedade; 70% mudariam de emprego por benefício financeiroLink. É a fonte mais usada do modelo — sustenta a parcela que vale 76% do total.
4Serasa Experian / SalaryFits, Saúde Financeira dos Trabalhadores 2025–2026O dado "83% esperam que o empregador ajude" na narrativaLink. Não entra em nenhuma fórmula.
5PwC 2026 ("metade dos estressados gasta 3 h ou mais")Ancoragem da premissa de 2 h/semana⚠️ Citada só dentro do PDF; não está na lista pública de fontes. Falta a referência completa.
6NR-1 — riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, "desde maio de 2026"Todo o enquadramento do material e da cartilhaRAFAEL: referência normativa exata — número e data da portaria que promoveu a alteração Numa peça dirigida a compliance, citar uma norma sem o número da portaria é frágil.

Aviso honesto: as citações foram lidas e reproduzidas como estão no material. Não há como confirmar que cada uma existe, que os números conferem com o original, nem se os links estão corretos — porque nenhuma delas tem link no material. Conferir uma a uma com a fonte original é tarefa de um humano, e é pré-requisito para publicar uma página chamada "Metodologia e fontes".

8. ⚠️ Limitações do modelo

Esta seção é a mais importante do documento. Ela existe para que a Segue diga primeiro o que um crítico diria depois.

8.1 O score não muda com o tamanho da empresa

O achado: de 50 a 10.000 colaboradores, mantendo o resto igual, o score é exatamente o mesmo.

Conferido rodando o modelo:

ColaboradoresCusto anualCusto por colaboradorScore
50R$ 53.450R$ 1.06950
100R$ 106.900R$ 1.06950
500R$ 534.502R$ 1.06950
1.000R$ 1.069.004R$ 1.06950
5.000R$ 5.345.018R$ 1.06950
10.000R$ 10.690.036R$ 1.06950

Por quê, em linguagem simples: todas as quatro parcelas do custo crescem em linha reta com o número de colaboradores — e a folha total também. Quando se divide uma coisa pela outra, o número de colaboradores aparece em cima e embaixo e se cancela. O que sobra depende essencialmente do turnover (e de forma quase imperceptível do salário).

Consequência prática: o valor em reais muda — e muda muito, porque é proporcional ao tamanho — mas o score e a faixa ("na média dos pares") são praticamente insensíveis a tudo que o usuário arrasta na tela, exceto o turnover.

TurnoverScore
5%43
10%44
20%47
30%50
50%56
80%64

E o salário praticamente não move nada: de R$ 1.600 a R$ 10.000, o score vai de 50 para 49.

O efeito colateral mais visível: com a opção "Não sei" marcada (que é o estado padrão da página), varrendo todas as combinações possíveis dos controles, o score só consegue ficar entre 42 e 65. As faixas "Abaixo dos pares" (abaixo de 40) e "Crítico" (80 ou mais) são inalcançáveis. O medidor mostra quatro faixas, mas só duas podem acender.

Isto não é bug de código — é a metodologia. O modelo mede intensidade (custo como % da folha), não escala. Está matematicamente coerente. A questão é de produto e de comunicação: o usuário arrasta o controle de 50 a 10.000 colaboradores e o score não se mexe, e isso é percebido como "esta calculadora não está funcionando".

RAFAEL: DECISÃO PENDENTE — três caminhos, e a escolha é sua:

  1. Manter e explicar. Deixar claro na tela que o score mede intensidade, não tamanho, e que o número em reais é a parte que responde ao porte.
  2. Fazer o porte entrar no modelo de verdade. Diferenciar as premissas por porte (empresas grandes têm mais estrutura de RH, turnover e perfil salarial diferentes). Isso muda a metodologia do estudo.
  3. Comparar por porte. Manter o cálculo e trocar a referência fixa de 1,75% por uma referência por faixa de porte e setor — que é exatamente o que a amostra de novembro permitiria fazer.

8.2 A opção "Não sei" faz o modelo se comparar consigo mesmo

O campo de atestados vem com a caixa "Não sei — usar a referência de mercado (6% do headcount por ano)" marcada por padrão. Na prática, é assim que a maioria vai responder.

O que acontece quando ela está marcada:

  1. O sistema preenche os atestados com 6% do headcount ao ano.
  2. Calcula a taxa por 100 colaboradores: 6% do headcount ÷ headcount × 100 = exatamente 6,0.
  3. Compara esse 6,0 com a referência de mercado, que também é 6,0.
  4. Conclui: "na referência".

O relatório compara o palpite do sistema com o próprio palpite do sistema e informa ao respondente que ele está na média. O resultado é predeterminado: com "Não sei" marcado, a linha "Atestados por saúde mental por 100 colaboradores" sempre dirá "na referência", para qualquer empresa, sempre.

Pior: o texto da comparação é apresentado ao leitor como se fosse um achado sobre a empresa dele ("Sua taxa (6,0 por 100 colaboradores) está na referência ou abaixo") — quando é apenas o valor que o próprio sistema inseriu por falta de resposta.

Há ainda um segundo efeito, menor mas confuso: o campo exibe o número arredondado (3 atestados/mês para 500 colaboradores), enquanto o cálculo usa o valor exato (2,5). Se o usuário apenas desmarcar a caixa sem alterar nada, o modelo passa a usar 3 em vez de 2,5 — a taxa salta para 7,2 por 100 e a mesma empresa, com a mesma informação, passa de "na referência" para "acima da referência", e recebe uma prioridade diferente no relatório.

RAFAEL: DECISÃO PENDENTE — sugestões possíveis:

  • Quando "Não sei" estiver marcado, suprimir a linha de comparação de atestados no relatório e escrever "não informado", em vez de afirmar que a empresa está na média.
  • Ou marcar visivelmente o valor como estimado ("valor de referência aplicado por falta de dado — informe o número real para uma comparação válida").
  • E corrigir a divergência entre o número exibido (arredondado) e o usado no cálculo.

8.3 Três quartos do resultado vêm da parcela menos observável

Como mostra a tabela 4.0, o presenteísmo responde por 76% do custo total — e é construído inteiramente com percentuais de pesquisa de opinião (45%, 2 h, 48 semanas, 65%). Nenhuma empresa mede presenteísmo diretamente. O número é uma estimativa razoável, mas é uma estimativa, e o documento precisa dizer isso antes que alguém diga por ele.

8.4 Percentuais de população geral aplicados a uma empresa específica

Os percentuais da Onze/Icatu vêm de uma pesquisa com brasileiros em geral (8.391 entrevistados). O modelo os aplica ao quadro de uma empresa específica, cujo perfil salarial, setor e região podem ser muito diferentes da média nacional. É uma aproximação necessária na ausência de dado próprio — e precisa ser declarada.

8.5 O setor não entra em nenhuma conta

O usuário escolhe entre oito setores. Essa escolha não altera nenhum número — nem o custo, nem o score, nem a referência. Ela aparece apenas como rótulo no relatório e na frase "Seus pares (Varejo, porte 101–500)...", que sugere uma comparação setorial que ainda não existe. RAFAEL: até a amostra existir, a frase deve dizer isso?

8.6 As respostas da pesquisa não entram no cálculo

As 12 perguntas (benefícios existentes, gasto, NR-1, dores observadas) não afetam o custo nem o score. Elas só selecionam o texto das três prioridades do relatório. Se o respondente marca "mais atestados por saúde mental" e "penhoras na folha", o número não muda em nada.

8.7 O modelo não desconta sobreposições

Presenteísmo, absenteísmo e turnover são somados como se fossem independentes. Na prática, a mesma pessoa pode estar nas três parcelas (rendeu menos, depois se afastou, depois pediu demissão). Como as três parcelas já usam percentuais de atribuição conservadores (65%, 30%, 20%), a sobreposição é parcialmente absorvida — mas não há um ajuste explícito para isso.

8.8 Todas as premissas são anuais e estáticas

Não há sazonalidade, não há diferença por área ou por faixa salarial dentro da empresa, e o modelo não projeta evolução no tempo.

8.9 Detalhe menor: os números fixos da "prévia" não batiam com o modelo

O bloco de prévia da landing page trazia, escritos no HTML, "R$ 754 mil" e "22.651 h". Os valores corretos do modelo para a empresa-padrão são R$ 534.502 e 15.091 h. O JavaScript sobrescreve esses valores assim que a página carrega, então quase ninguém via os errados — mas eles apareciam se o JS demorasse ou falhasse, e estavam no código-fonte, que é público.

Estado desta pendência: os dois valores fixos já foram atualizados na nova landing (web/index.html) para R$ 534.502 e 15.091 h, conferidos contra o modelo. A fórmula não foi tocada. RAFAEL: confirmar que os valores antigos eram mesmo de uma versão anterior do modelo, e não de um cenário diferente que se pretendia mostrar

Seção interna — apagar antes de publicar

9. ⚠️ Lista consolidada de perguntas para o Rafael

Esta seção não vai para a página publicada. Quem for publicar a versão final deve apagar este bloco inteiro.

A. Constantes sem fonte rastreável

#ConstanteOnde é usadaPeso
A170% de encargos (fator 1,7)Custo-hora e folha total — afeta tudoAlto
A21 salário mensal como custo de repor uma pessoaTurnoverAlto — é 17% do total
A36% do headcount/ano de atestados por saúde mentalÉ a referência e o valor padrãoAlto
A430% de turnover como referência de mercadoTabela comparativa e valor padrãoAlto
A5Fórmula do custo administrativo — não fecha com a própria descriçãoParcela administrativaBaixo no valor, alto na credibilidade
A6176 h de jornada mensalCusto-horaBaixo (convenção CLT, mas precisa ser declarada)
A748 semanas trabalhadas no anoPresenteísmoBaixo (convenção, precisa ser declarada)

B. Fontes citadas que precisam de referência completa

#Pendência
B1Link de todas as quatro fontes do rodapé — hoje nenhuma tem link
B2PwC 2026: referência completa. Aparece só dentro do PDF, não na lista pública
B3Valor/VR: "seis meses" ou "sete meses"? O material afirma as duas coisas
B4Valor/VR: de onde vem o divisor de 8.198 atestados (só existe dentro do código)
B5NR-1: número e data da portaria que incluiu riscos psicossociais no GRO
B6Conferência número a número de cada citação contra a fonte original

C. Decisões de metodologia (não são bugs — são escolhas)

#DecisãoEstado
C1O score não varia com o porte (8.1). Manter e explicar, mudar o modelo, ou criar referência por porte?Aberta — marcada no código com // PENDENTE-RAFAEL
C2"Não sei" faz o sistema se comparar consigo mesmo (8.2). Suprimir a comparação, ou marcá-la como estimada?Aberta — marcada no código com // PENDENTE-RAFAEL
C3"50 = média dos pares" descreve a empresa-padrão do simulador, não uma amostra (seção 5). Renomear até novembro?Aberta
C4Setor não entra no cálculo (8.5), mas o texto sugere comparação setorial. Ajustar a redação?Aberta
C5Premissas próprias da Segue (65%, 30%, 20%) devem aparecer na página pública rotuladas como premissas?Aberta
C6Corrigir a divergência entre o valor exibido (arredondado) e o usado no cálculo dos atestadosAberta — marcada no código com // PENDENTE-RAFAEL
C7Atualizar os valores fixos da prévia no HTML (8.9)Feito na nova landing — falta o Rafael confirmar que os antigos eram de uma versão anterior

D. Rótulo de porte nos valores de fronteira — corrigido

O material antigo (Code.gs linha 43 e painel-estudo.html linha 112) rotulava os valores exatos de fronteira uma faixa acima: uma empresa com exatamente 100, 500, 1.000 ou 5.000 colaboradores lia, respectivamente, "101–500", "501–1.000", "1.001–5.000" e "5.001+". Eram quatro fronteiras, não três — a dos 5.000 passou despercebida no primeiro levantamento.

Estado: corrigido nas três pontas, na mesma janela e com o mesmo critério. O gatilho do banco é a autoridade do campo porte e define a regra:

h <= 100 ? 'até 100' : h <= 500 ? '101–500' : h <= 1000 ? '501–1.000' : h <= 5000 ? '1.001–5.000' : '5.001+'
  • Banco — gatilho corrigido pelo DB Sage; validado em Postgres 16 real nas 12 fronteiras (12/12) e regressão da fórmula com diferença zero em 10.021 combinações.
  • Landing (web/index.html, função porte()) — alinhada ao banco, conferida nas 12 fronteiras (12/12).
  • Painel (painel/index.html linha 267) — alinhada ao banco, conferida nas 12 fronteiras (12/12).

Nenhum número da fórmula de custo foi tocado: a faixa de porte é apenas um rótulo e não entra em nenhuma conta.

Anexo — de onde saiu cada informação deste rascunho

AfirmaçãoOrigem
Função de cálculo completaCode.gs linhas 39-44 (compute)
Cálculo idêntico na landingestudo-estresse-financeiro.html linhas 252-272
Referência de 1,75%estudo-estresse-financeiro.html linha 249 (REF_PCT)
Faixas do scoreCode.gs linha 42; estudo-estresse-financeiro.html linha 251
Tabela de parâmetros e fontes do PDFCode.gs linha 78
Descrição das quatro parcelas no PDFCode.gs linha 62
"Referência de pares: R$ 1.069"Code.gs linha 70
Referências de 6,0 atestados e 30% de turnoverCode.gs linhas 73-74
Lista de fontesestudo-estresse-financeiro.html linha 239
"Não sei" marcado por padrãoestudo-estresse-financeiro.html linha 150
Arredondamento do campo de atestadosestudo-estresse-financeiro.html linhas 255-257
Valores fixos da préviaestudo-estresse-financeiro.html linhas 197-198
Tabelas de sensibilidade (porte, turnover, salário, faixas alcançáveis)Reprodução do modelo, conferida em 18/09/2026
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